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A POLÊMICA DO ÁRBITRO DE VÍDEO: QUEM TEM RAZÃO?

Olá, caros internautas! Na minha primeira coluna do ano vim esclarecer este assunto que tem assombrado muita gente nos últimos dias. Não só me posicionarei a respeito como também vou explicar a decisão de quem votou contra e a favor, além de apontar pra verdadeira vilã da história: a CBF.

Primeiro que vocês, caros leitores, precisam ter em mente de que a CBF é um órgão privado. Não presta contas a ninguém e todo o lucro é dela, exclusivamente dela. Segundo que a arbitragem do Campeonato Brasileiro não é profissionalizada por preguiça da CBF pagar a CLT aos árbitros e assistentes, segundo José Ferreira Neto, ou somente Neto, explicou e abordou muito bem no programa Os Donos da Bola.

Como que pode um árbitro como o Marcelo de Lima Henrique ser árbitro e Capitão das Forças Armadas também? Como que pode um árbitro como o Ceretta, que teve a carreira destruída pela Globo, ser modelo? Ou seja o salário de um árbitro não é bom o suficiente, ou é visto somente como uma grana extra? Pois abordei aqui duas profissões que não tem a convivência com pênalidades, expulsões, impedimentos e nem quando a bola sai pela linha de fundo ou lateral e ninguém enxerga. Além do mais a CBF coloca mais um artifício em que a responsabilidade nunca ficará com ela: a palavra “interpretação” no livro de regras da arbitragem. Isto é, pode ser que o árbitro “FULANO” interprete determinado lance como pênalti, mas pode ser que o “CICRANO” interprete como simulação. Isso está totalmente errado e precisa mudar. Mais uma vez a CBF tirando o dela da reta, e aliado ao fato de os árbitros não serem profissionalizados ela (a CBF) se blinda de todo o assunto.

Tal órgão privado estava maquinando esta jogada mais uma vez. Os árbitros de vídeo seriam custeados pelos próprios clubes no valor de R$1 milhão por ano e ainda todo o critério adotado por eles não teriam margem para reclamação na CBF. Ou seja, de que adiantaria? E mais: como clubes de menor receita como Chapecoense, Guarani, Fortaleza, Brasil de Pelotas, Paraná Clube, de todos os Estados e divisões, teriam condições de arcar com estes custos elevadíssimos? Sendo que nem todos os clubes tem estádio próprio e, dos que tem, nem sempre possuem condições de abrigar toda a equipe que seria formada pelos árbitros assistentes.

E aí clubes que votaram a favor estão sendo vistos como heróis e mocinhos, e os clubes que votaram contra estão sendo tidos como vilões da roubalheira. O caminho não é por aí, e sim as condições que a CBF propôs e que não está de acordo com absolutamente nada que seja justo. Se eu fosse presidente de qualquer clube, meu voto também seria não, neste caso.

Fico imaginando como A Primeira Liga seria com os clubes abandonando a ditadura da CBF. Seria mais organizado, teriam uma marca, eventos de abertura e encerramento de campeonato, árbitros e assistentes profissionais e até mesmo em video games como FIFA e Pro Evolution Soccer teria uma melhor representatividade. Hoje em dia estes dois videogames exploram com muita dificuldade a imagem dos clubes e dos jogadores, a falta de visão pode prejudicar e impedir que o nome do clube seja levado pro mundo. Consequentemente vem a falta de dinheiro, jogador que entra na justiça contra o clube, rebaixamentos… Este filme já foi visto por milhões de torcedores. Até quando isso?

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Abraços,

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