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CBF: CARTOLAGEM, BANDIDAGEM E FUTEBOL

CBF: Cartolagem, Bandidagem e Futebol – Problemas e soluções para a entidade maior do futebol brasileiro (*)

Na última semana do mês de abril, a FIFA – Federação Internacional de Futebol Associados, em Zurich, Federação Suíça, determinou o banimento do futebol do ex-presidente da CBF – Confederação Brasileira de Futebol ( também ex- deputado estadual) Dr. José Maria Marin após sua detenção por crimes fiscais e enriquecimento ilegal pelas autoridades americanas.

Ainda em curso, a investigação executada pela FBI em conjunto com autoridades européias e brasileiras em levantar os possíveis beneficiados por esquemas de fraudes milionárias na realização da Copa do Mundo de 2014.

Uma grande depuração de tal proporção nos força a questionar a necessidade de um modelo errático de gerir e regulamentar o futebol como da CBF. Ainda não há censo comum sobre sua reorganização e sua defesa; é, sim, necessário que se apure os fatos enumerados por organismos governamentais de justiça e condenar is principais elementos transgressores, mas é muito importante olhar para os clubes de media e pequena expressão – ou os que se encontram em quase bancarrota urgindo recursos financeiros para honrar seus credores, que esperam o mínimo de digna atenção das lideranças do futebol nacional.

Refundar a CBF poderia ser uma opção real trás os desdobramentos ligados a escândalos no futebol em todo o Globo; até na mais séria das federações de futebol, onde quer que seja, estará à mercê de gangues de malfeitores.

Uma idéia seria viável ao futebol brasileiro é a Federação Brasileira de Futebol, liberada por ex-atletas e jornalistas, sem fins lucrativos, destinando royalties de transmissão de campeonatos diretamente aos clubes para saldar seus compromissos (salários, direitos de imagem, etc.).

Agregando a refundação do Futebol, uma reforma do Código Penal Desportivo tornando mais rigorosas as punições de corrupção por parte de dirigentes de clubes e federações. O Torcedor, por sua parte – esse sim, essencial – tem o dever de cobrar dos dirigentes o respeito às regras da nova Federação.

O futebol italiano, por exemplo, tem muito a ensinar ao futebol brasileiro pelo escândalo envolvendo o ex-cartola do Perugia. Detido e condenado, teve os bens pessoais e do clube confiscados para saldar dívidas ao Estado.

E então, torcedor? Como começaríamos uma verdadeira reforma na CBF?

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