Crônicas Destaque

DE PAI PARA FILHO

Pai é aquele em que nós nos espelhamos, é o nosso herói, aquele que sempre esta ali para nos salvar e a pessoa que sempre esta do nosso lado nos momentos tristes e alegres.

Pai é aquele que se esforça a todo momento para que possamos aprender e desfrutar tudo da melhor forma possível, com amor e carinho.

Pai é aquele que sempre procura manter uma tradição já existente que possa perpetuar de pai para filho.

Isso é ser pai e claro muito mais.

Dia 13 de outubro de 1977, meu pai estava entre os 86.677 torcedores que estavam no Morumbi, acompanhando a partida final entre o timaço da Ponte Preta contra o Corinthians, que amargurava uma fila de 22 anos, oito meses e uma semana sem levantar um titulo paulista.

Era um titulo mais que esperado, mais que desejado e mais que tudo, era na realidade uma libertação para uma nação sofrido.

Dentro do Pacaembu, meu pai viu a quebra do tabu de 11 anos sem vencer o Santos de Pelé. Estava também na grande invasão Corinthiana no Maracanã diante o Fluminense.

Ambas as partidas o Corinthians venceu, mas não levantou o caneco. Por isso essa final era a grande libertação da nação.


O grito de liberdade, o GOLLLLLL, aconteceu aos 36m do segundo tempo, vindo dos pés de Basilio, que se eternizou para historia.

Pai é aquele que sempre conta a historia, claro que sempre do jeito dele, mas conta de uma forma emocionante com detalhes que teletransporta para dentro da cena.

Ser corintiano é colocar em pratica um velho ditado que diz: “ Você não vira corintiano, você nasce corintianio”.

E assim a historia continua e continuará a ser contada com novos ingredientes.

Nos dias de hoje já podemos desfrutar de campeonatos brasileiros, copas do brasil, recopa, libertadores e mundiais.

Até desfrutamos de uma casa própria, um lugar onde podemos comemorar as conquistas de um clube que é o Campeão dos Campeões.


 

Para celebrar essa casa nova e maravilhosa, nada melhor que um titulo para debutar.

Olha que nada poderia ser mais perfeito. Além de poder comemorar o 28o titulo Paulista, era sem duvida poder enfrentar a Ponte Preta, jogando em casa.

Como o tempo é fantástico. Depois de 40 anos, eu estava lá.

No dia 07 de maio diante a 46.462 torcedores, o grito de GOLLLL, saiu aos 17m do segundo tempo, dos pés de quem deveria sair mesmo. Não foi do Jô, do Jadson e nem do Rodriguinho que estava suspenso, mas saiu dos pés do artilheiro da Arena.

O paraguaio Romero, é criticado, amado e odiado, mas é o nosso artilheiro. É o artilheiro do povo, da massa e da nação corinthiana.


Esse gol me fez derramar lágrimas, não de comemoração pelo titulo, pois o titulo já tinha sido decidido no primeiro jogo, quando o Corinthians venceu por 3×0 jogando fora de casa.

As lágrimas que escorriam pelo meu rosto, foi de poder lembra que a 40 anos atrás, meu pai estava chorando pelo gol do Basilio.

O futebol vai além das quatros linhas. Cada um vai para o estádio com um intuito, um pensamento ou até mesmo por um desejo.

Eu vou ao estádio, simplesmente para manter a tradição de PAI PARA FILHO.

Um grande e forte abraço

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