Colunista Bruno Pavan Destaque

MUNDO, PRAZER, CORINTHIANS

Pra não deixar pedra sobre pedra. Foi assim a conquista do Mundial pelo Corinthians em cima do Chelsea. Pra encher a Fiel de orgulho e pintar o planeta de preto e branco. Pra que cores se o melhor time do mundo se veste só com o preto e o branco? As cores mais simples e contrastantes da natureza.

Viajamos milhares de quilômetros pra mostrar que a zona leste paulistana pode bater de frente com Londres. Se não em PIB ou qualidade de vida, em futebol. Não foi jogada de sorte não, o que aconteceu foi que um time superior no campo passou por cima de todos os milhões e craques azuis. Desde a ponta do dedo de Cássio, passando pela objetividade de Chicão, e ambivalência de Paulinho, a frieza de Danilo e a presença de Guerreiro.

Passando também pelo “professor” que de tão importante, merece um parágrafo a parte. Tite que colocou disciplina tática mas sem decepar a habilidade e a jogada de efeito de ninguém. Tite que mudou o time um dia antes do jogo mais importante de história de uma instituição. Tite que plantou no coração e na mente de todos os corintianos e certeza de que daríamos trabalho ao rico e soberbo europeu.

Mas esse mundial ficará marcado por outro personagem também: aqueles que saíram daqui para fazer de Yokohama o Pacaembu por um dia. Para cobrir de brasilidade um país tão contrário de Brasil. Pra mostrar ao mundo que podemos não ser os mais ricos, mas somos os mais loucos. Esse título também é deles.

Trinta milhões de vozes roucas estão liberadas a deixarem a humildade de lado a partir de hoje. Como ser humilde num momento em que o campeão da poderosa Champions League cai diante dos seus pés? Dizem por aí que conquistar o mundo não é mais tão legal quanto era antigamente. Eu estou achando melhor do que nunca.

O mundo é nosso, Corinthianos!!!!

Bruno Pavan

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