Colunista Bruno Pavan Destaque

O FLAIR PLAY E O DRIBLE

Vivemos no país do futebol. Apreciamos o futebol arte. Nos orgulhamos de ter os jogadores mais habilidosos do mundo. A ginga brasileira. Escutamos muito isso por aí. Mas basta alguém tentar um drible mais arrojado para que os defensores da truculência apareçam.

Nesta quinta-feira (25/10) o meia-atacante Wellington Nem tentou dar uma chaleira em um zagueiro do Coritiba, já no final do jogo. Não teve sucesso, perdeu a bola e o lance acabou ali. Engano. O lance não acabou. Logo após, o meia Lincoln e o atacante Deivid foram tirar satisfação com Nem.

É a velha história da falta de respeito. Fazer falta é do jogo. E é mesmo. Mas driblar não pode. É tripudiar do adversário.

Não vou comentar o absurdo que é peitar um jogador que tentou um drible com a bola rolando, em direção ao gol (e mesmo se fosse pra trás). O ponto que quero chegar é mais profundo. Porque o jogador que intimida o outro não é punido pelo juiz? Se um jogador agredir o outro, ele toma cartão, certo? Então porque diabos isso não acontece quando há uma intimidação tão clara que precisou até que o bandeira entrasse em campo para conter os ânimos?

Não penso que o habilidoso deva ter “proteção especial” como vociferam tantos por aí. As regras devem ser respeitadas não importa para quem seja. Mas em tempos de “fair play”, a atitude hostil de alguém que toma um drible não pode ser passada em branco.

Bruno Pavan

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