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O GRANDE PRÊMIO DE HUNGARORING

Olá, caros internautas! Hoje venho trazer um artigo a respeito de Hungaroring, o circuito do Grande Prêmio da Hungria. Esta pista está no calendário da Fórmula 1 há apenas 31 anos mas acumula muita história em sua bagagem como ultrapassagens marcantes, vitórias improváveis e até mesmo acidentes. Então neste domingo as 9h da manhã estarei de pé prestando atenção em tudo, e vocês?

Primeiro de tudo é hora de reciclar ideias e aquilo de “não tem mais graça levantar cedo aos domingos” acabou faz tempo. A Fórmula 1 é renovada a cada temporada e lógico que vários de seus elementos do passado não existem mais hoje, pois isso se chama evolução. Hoje em dia a graça da Fórmula 1 mudou, deixando de ser talento e improvisação dos pilotos e passou a ser a tecnologia, o planejamento da equipe e a capacidade de equipe e piloto se adequarem a situações que acontecerão durante a corrida. Este é o meu ver da Fórmula 1 de hoje. “Mas Fúria, você raramente fala de Fórmula 1. Por que hoje a matéria é sobre ela?” Boa pergunta que vocês estão se fazendo mentalmente. Antigamente, quando o Futebol Alegria e Debate nem existia, eu jogava um videogame chamado Super Monaco GP, ele foi lançado nos arcades em 1989 e em videogames caseiros nos anos 1990 e 1991. Neste jogo o desafio era imenso pois você iniciava em uma equipe frágil e ia conquistando seu espaço a cada temporada. O meu circuito favorito do jogo era o de Hungaroring, paixão que se estendeu ao circuito verdadeiro e que hoje faz parte do meu cronograma de cada ano que se inicia.

Temporadas e vencedores do Hungaroring

Em 1986 Nelson Piquet levou o primeiro troféu que a Hungria pôde oferecer à Fórmula 1. Vejam agora a relação de cada temporada (ano) e seus vencedores.

1986 – Nelson Piquet (Williams FW11)

1987 – Nelson Piquet (Williams FW11B)

1988 – Ayrton Senna (McLaren MP4-4)

1989 – Nigel Mansell (Ferrari 640)

1990 – Thierry Boutsen (Williams FW13B)

1991 – Ayrton Senna (McLaren MP4-6)

1992 – Ayrton Senna (McLaren MP4-7A)

1993 – Damon Hill (Williams FW15C)

1994 – Michael Schumacher (Benetton B194)

1995 – Damon Hill (Williams FW17)

1996 – J. Villeneuve (Williams F18)

1997 – J. Villeneuve (Williams FW19)

1998 – Michael Schumacher (Ferrari F300)

1999 – Mika Häkkinen (McLaren MP4-14)

2000 – Mika Häkkinen (McLaren MP4-15)

2001 – Michael Schumacher (Ferrari F2001)

2002 – Rubens Barrichello (Ferrari F2002)

2003 – Fernando Alonso (Renault R23B)

2004 – Michael Schumacher (Ferrari F2004)

2005 – Kimi Räikkonen (McLaren MP4-20)

2006 – Jenson Button (Honda RA106)

2007 – Lewis Hamilton (McLaren MP4-22)

2008 – H. Kovalainen (McLaren MP4-23)

2009 – Lewis Hamilton (McLaren MP4-24)

2010 – Mark Webber (Red Bull RB6)

2011 – Jenson Button (McLaren MP4-26)

2012 – Lewis Hamilton (McLaren MP4-27)

2013 – Lewis Hamilton (Mercedes F1 W04)

2014 – Daniel Ricciardo (Red Bull RB10)

2015 – Sebastian Vettel (Ferrari SF15-T)

2016 – Lewis Hamilton (Mercedes F1 W07 Hybrid)

Logo no primeiro ano Hungaroring entrou para a história. Ayrton Senna em sua Lótus conduzia à frente de Piquet, e esse duelo se arrastou por um bom tempo até que Piquet o ultrapassou, protagonizando a mais emocionante batalha da Fórmula 1:


Em 2009 Felipe Massa se acidentou feio. Aonde? Também na Hungria. Vejam e relembrem:


Há um detalhe curioso a respeito de Hungaroring. A pista tem fama de consagrar o ‘não vencedor’ da temporada. Não entendeu? Eu explico: quem vence a corrida em Hungaroring, não é campeão da Fórmula 1. Isso acontece desde 2005. Vejam:

Mapa da pista

Hungaroring possui três trechos de alta velocidade: saindo do trecho final (14) até a primeira curva (1); depois passando a curva (3) é possível atingir 300 km/h; por fim após o trecho (11) a velocidade do carro pode chegar a 280 km/h. Há muitas curvas em Hungaroring e algumas é de atenção total pois precisa-se diminuir bastante a velocidade e prestar atenção em quem vem ao lado. A curva de menor velocidade é logo a primeira (1) sendo necessário baixar para uns 105 km/h logo após o trecho de maior velocidade que é a reta principal.

A minha previsão é de que a reta principal e sua sequência na curva (1) sejam a de maior emoção e também atenção, pois o sistema DRS será utilizado em ambos os trechos. A reta principal é o pedaço de maior velocidade que o carro atingirá, e em sequência vem a curva de menor velocidade de todo o circuito. Por fim, após a curva, outro trecho de utilização do DRS e alta velocidade. Sobre o DRS Felipe Massa afirmou: “sem o DRS ninguém ia ultrapassar ninguém”. Este sistema funciona automaticamente sem a intervenção do piloto e todas as equipes o possuem, só sendo diferenciado pela equipe que o projeta no veículo, e aí entra a competência dos mecânicos em fazer com que o DRS não sofra atraso na sua ativação. Mesmo Ross Brawn falou em determinada situação que o lag – atraso, em inglês – pode tornar o DRS completamente inútil, não permitindo o piloto obter qualquer vantagem com a sua utilização.

Bom, amigos internautas, as 9h da manhã de domingo estarei desperto aguardando o ronco dos motores. O protagonismo brasileiro não existe mais, no entanto os anos se passam e a paixão pela velocidade não muda. Eu vou ficando por aqui, espero que tenham gostado. Compartilhe a matéria com os amigos!

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Abraços,