Colunista Bruno Pavan Destaque

O TEATRO E O FUTEBOL

O teatro sempre foi importante meio de diversão do povo. Sem precisar de grandes cenários ou efeitos, pode se fazer uma peça somente com atores e um texto. Desde a Roma antiga, a população poderia preferir uma montagem teatral do que um sangrento duelo entre gladiadores e leões. Questão de opinião.

O tempo  passou, o teatro continua tendo a sua importância nos palcos, mas começou a se espalhar para outros campos, assim como uma ferramenta. Os estádios de futebol foram um dos locais influenciados.

Você não fica dois minutos sequer assistindo uma partida sem observar alguém teatralizando. Quando não é procurando cavar um pênalti ou uma falta é reclamando do juíz. Qualquer lance, por menor que seja, é motivo para empolgadas e exageradas reclamações. E está ficando chato.

Como se os juízes não tivessem pressão demais nas costas, os agitos de mãos, gritos e sarcasmos por parte dos jogadores jogam ainda mais lenha na fogueira porque chamam todas as câmeras para si além de mostrar para todo o estádio o suposto absurdo do erro do árbitro.

Estrelas mimadas que “precisam ser protegidas” transformam cada vez mais o futebol em alguma outra coisa que não o futebol. Ninguém deve ser protegido. Se sofreu uma falta grave, que se cumpra as regras do jogo e pronto. Os zagueiros, vítimas de numerosas simulações por parte dos atacantes, ninguém quer proteger.

Não a proteção dos fracos e oprimidos que ganham milhões e a atenção da imprensa. Sim a proteção aos pobres brucutus que não tiveram a sorte de romper a linha do meio de campo.

Bruno Pavan

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