Colunista Bruno Pavan Destaque

OS PASSOS DO GIGANTE

No mesmo dia (26/12) duas grandes novidades sobre o Corinthians apareceram na imprensa. Uma é palpável, que vende camisa e faz gol em curto prazo. A outra é de longo prazo, aparece de vez em quando pro torcedor, mas é um passo importante para confirmar o Corinthians como um gigante nacional.

A contratação do atacante Alexandre Pato é um grande passo. O Timão oficializou o interessante para o Milan, que aceitou e Pato vem vestir a camisa a camisa do Timão por R$ 40,5 milhões.

É uma boa contratação. Com cifras altas para um jogador que sofre com lesões. Tem que confiar no Departamento Médico, antes de mais nada.

As comparações de Pato com Ronaldo vão até a página dois. Ambos são jogadores de seleção brasileira. OK. Goleadores. Também. E paramos por aí. Pato vem pra jogar bola. Ronaldo veio pra vender camisa. Claro que a contratação do Fenômeno, na época em que aconteceu, foi importantíssima para o time que havia acabado de voltar da Série B. O momento é outro. O time vive uma fase extremamente vencedora e está muito bem acertado.

A contratação de Pato é também um fato inédito no futebol brasileiro moderno. Um jogador de 23 anos, ainda com mercado na Europa e custando 15 milhões de euros. Para ter uma ideia, Luis Fabiano veio por metade disso. E na casa dos 30.

A contratação é de risco. Fato. Risco que o São Paulo correu ao contratar Ganso. Acho que vale!

Bom, ainda falta a segunda notícia. Ela tem nome e sobrenome: CT Ronaldo Nazário de Lima. O novo terrão da base corintiana. Este sim pode ser um passo definitivo para o Corinthians se fixar entre os gigantes brasileiros. Não só por torcida e títulos, mas pela estrutura e gerenciamento.

O custo do CT será de R$ 43 milhões (o mesmo pago por Pato) e será conseguido através das leis de incentivo ao esporte, onde empresas investem em projetos ligado ao esporte para conseguir abatimento no imposto. O São Paulo usou do recurso para construir o CT de Cotia.

Claro que estamos falando de futebol e nem sempre estrutura e construções garantem títulos. Já cansei de ver até corintiano despeitado evocando esse discurso há não muitos anos. Mas é um passo gigante para um futuro de títulos (ou de briga por eles).

Títulos, meus amigos, dependem de time forte, elenco numeroso, técnico competente, torcida animada… e aquela bolinha do Diego Souza não entrar. Aí é que está a graça!

Sem coxinhizar o futebol, esse não é o caminho e os próprios times europeus perceberam, mas o tempo de terrão já passou. Deixemos a dose de romantismo para o Sobrenatural de Almeida que paira nas pontas dos dedos dos goleiros e nas traves por aí. A profissionalização é necessária!

Bruno Pavan

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