Colunista Bruno Pavan Destaque

RESPEITÁVEL PÚBLICO: O STJD

Sem em um fim de Campeonato Brasileiro, existe alguém que brilha. Todo ano é assim, quando a decisão se avista, ele aparece. Quem dera se fosse algum jogador decisivo ou torcedores que enchem o estádio. Não. Esse personagem é o STJD.

Este ano o tribunal tratou de complicar a vida do Atlético Mineiro, tirando Ronaldinho Gaúcho do jogo contra o inter. Resultado: o Galo perdeu e o STJD vai ficar lembrado pra sempre como fator importantíssimo para a decisão do campeonato.

Ter um julgamento de alguém que foi expulso e que mereça mais do que um jogo de punição é normal no Brasil. Até aí, acho boa a participação do Tribunal. Mas o que aconteceu com Ronaldinho é uma vergonha.

Tudo aconteceu em um lance onde o atacante levantou muito o pé e atingiu Kleber, do Grêmio. O juiz Helber Roberto Lopes viu o lance e deixou rolar. Para ele ficou claríssimo que não se tratava de uma falta e, muito menos, que o lance merecesse um cartão. Porém o tribunal, quase 20 dias depois da partida, resolveu punir o Gaúcho. E ABSOLVER O ÁRBITRO.

Ninguém conseguiu ainda me explicar como isso foi possível. O juíz não marcou a falta. A justiça resolveu punir o jogador pelo lance. Todo mundo chega a conclusão que que o juíz errou. Menos o tribunal.

Daqui a pouco times que se sentiram prejudicados por um pênalti não marcado estarão acionando a justiça. Os engravatados estão começando a tirar do árbitro a imagem de soberano nos campos. Podem punir jogadores a seu bel-prazer para aparecer cinco minutos nos noticiários esportivos.

Bruno Pavan

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