Colunista Bruno Pavan Destaque

UM 2013 DE MUITO TRABALHO

Novas diretorias assumiram dois gigantes do futebol brasileiro no mês de janeiro. Eduardo Bandeira de Mello venceu Patricia Amorim nas eleições rubro-negras ainda em dezembro e Paulo Nobre vai encarar um Palmeiras novamente na série B.

Ambos, além de serem novos nos cargos, parecem ser novos na ideias também. Ideias pouco populares, diga-se de passagem, mas necessárias para recolocar os clubes nos trilhos dos títulos constantes.

O que acontece é que, ao contrário do que acontece na economia brasileira, que nunca viu tanto dinheiro entrando no país, as épocas não são de bonanças em Palmeiras e Flamengo. A postura dos dois mandatários parece que é a de pé no freio em 2013.

Sopros de talento consagrados, Elias e Carlos Eduardo chegaram no Fla com a responsabilidade de serem a transpiração e a inspiração da gávea.

No Palmeiras, a iminente chegada de Riquelme não se concretizou e o time começou a temporada com, praticamente, o mesmo time de 2012.

O Flamengo não precisou cair para começar uma reestruturação, o que pode ser bom e ruim. Bom porque as receitas continuam intactas, como as de um time de primeira divisão. Ruim porque terá que aguentar o tranco na série A do Brasileirão, ao que tudo indica, com um time limitado.

O Palmeiras tem o desafio de não fazer feio na Libertadores também com um time enxuto. Além da inauguração da nova Arena para, pelo menos, aumentar um pouco a auto-estima da torcida. A volta à primeira divisão não parece que será um problema muito grande.

Resta saber se os quase 50 milhões palmeirenses e flamenguistas terão a paciência necessária para superar um ano magro de conquistas para ver os times ajeitados novamente em 2014.

Bruno Pavan

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